Highlights Haute Couture Week Fall-Winter 2017/18

Tendências
| 27/07/17 |

A Haute Couture Week ou Semana de Moda da Alta-Costura aconteceu em Paris do dia 02 à 06 de julho apresentando as coleções para o Outono-Inverno 2017/18 (verão aqui no Brasil).

Haute couture ou alta-costura é a definição para roupas feitas sob medida, costuradas à mão com especial atenção aos mínimos detalhes, levando semanas para ficarem prontas, sendo necessário algumas provas. Os tecidos usados são de alta qualidade e geralmente sofisticados, incluindo pedrarias e metais de alto valor também. Infelizmente, ainda se vê muitas peles e penas de animais nas coleções.

Somente as grifes que fazem parte do Chambre Syndicale de la Haute Couture de Paris são realmente consideradas alta-costura. No mundo, existem pouquíssimos clientes que podem arcar com os altíssimos custos de uma roupa de alta-costura. Muitas das roupas podem facilmente ultrapassar o valor de mais de 1 milhão de reais. Atualmente muitos clientes vem de países emergentes do Oriente Médio e da Ásia.

As roupas para serem usadas à noite, como os vestidos de gala, sempre dominaram as coleções de alta-costura, mas nesta última Semana de Moda os looks para o dia predominaram nas passarelas.

Para não ficar muito extenso, fiz um resumo com os highlights dos desfiles das marcas mais conhecidas do público em geral.

Chanel

A inspiração do kaiser Karl Lagerfeld foi a Torre Eiffel, monumento que causou muita controvérsia na época em que foi inaugurado em 1889, considerado muito moderno, mas com o passar do tempo foi se tornando símbolo de Paris.

A estrutura que tende a se alargar em sua base e os tecidos modernos serviram de inspiração para o estilista desenvolver sua coleção. Revisita clássicos da grife como a jaqueta de tweed, os conjuntos, os vestidos estruturados em shape ‘A’ e o The Little Black Dress (LBD). Faz referência ao passado com atenção para o uso de chapéu por quase todas as modelos. É uma coleção que une a tradição com a inovação.

Dior

No ano em que a grife completa 70 anos, a inspiração da diretora criativa da maison, Maria Grazia Chiuri, para esta coleção foram viagens a outros países, a mesma do fundador Christian Dior nos anos após a Segunda Guerra Mundial em que buscou inspiração na Califórnia, em Tóquio e em países da América do Sul.

Mas, é claro que toda essa inspiração é mesclada com a tradição da marca como o blazer acinturado, a saia mídi godê e cintura marcada por cinto.

Valentino

O diretor criativo Pierpaolo Piccioli se inspirou nos símbolos da Igreja Católica para desenvolver esta coleção como as vestes dos padres, as obras de Zurbarán que retratam cardeais, bispos, freiras e mártires, e os sete pecados capitais simbolizados em detalhes de metais em bolsas com formato de cabeças de animais.

O uso de tecidos sofisticados e texturas provocam uma mistura deslumbrante.

Jean Paul Gaultier

A inspiração foram os resorts de ski com interpretação bem literal ao gosto do estilista, como a estampa de flocos de neve e os suéteres oversized com visual retrô como aqueles que eram feitos pelas nossas mães e avós.

A coleção também traz fortes influências da Índia com várias roupas fazendo referência ao sari, veste tradicional indiana usada pelas mulheres e estampas que remetem ao país. O piercing no nariz, os brincos e o cabelo preso com o detalhe em “V” na frente da cabeça também são outras referências à Índia.

Versace

Esta coleção é baseada na campanha com inspiração medieval de nobres e guerreiros do ano de 1988 da grife, produzida por Steven Meisel. A referência aparece em tecidos luxuosos, design que remete às armaduras medievais e no acabamento em bronze envelhecido e ouro. Detalhes em 3D também fazem parte como o cinto de cobra que circunda a cintura do vestido de chiffon de seda e os arcos de metal que reforçam as camadas concêntricas de couro dourado de um vestido cocktail curto e estrutural.O objetivo da diretora criativa Donatella Versace foi mesclar o Barroco com o lado rock and roll e exuberante da grife italiana.

Em sua maior parte, a coleção parece ter sido desenvolvida para ser usada no tapete vermelho, mesmo tendo uma forte pegada sexy tão característica da marca.

Fendi

A casa italiana teve como influência o bailarino russo Vaslav Nijinsky e o pintor Léon Bakst que projetava figurinos para a companhia de balé ‘Ballets Russes’, emigrada da Rússia para Paris no início do século passado.

O estilista Karl Lagerfeld mostrou saias em formato de pétalas, capas cocoonlike (formato de casulo) e roupas decoradas com flores. Efeitos tridimensionais e trompe-l’oeil também fazem parte.

Armani Privé

A inspiração escolhida pelo estilista Giorgio Armani foi “Mystery”, ou seja, mistério. Porém o Palazzo Orsini em Milão, propriedade de Armani e local de seu atelier também serviu de referência. A coleção não podia ter sido mais pessoal.

A grife dedicada a criar roupas para serem usadas em eventos à noite teve como estética predominante o caimento rente ao corpo. As cores vão dos pasteis gelados ao preto, fúcsia e azul.

Elie Saab

A inspiração medieval também fez parte desta coleção, com vestidos de rainhas, dos estruturados aos fluídos. Vestidos com saia removível presas com cinto, capas de veludo, renda, motivos da natureza e bordados de origem celta são alguns dos detalhes.

Schiaparelli

O estilista Bertrand Guyon trouxe frescor e jovialidade para a coleção desta tradicionalíssima grife. Sua inspiração foram mulheres fortes e independentes de algumas décadas atrás, relembrando que foi na época em que as mulheres começaram a se emancipar que a fundadora Elsa Schiaparelli teve o seu período de maior sucesso.

O efeito trompe l’oeil tão característico da grife também esteve presente.

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