Galerie Thaddaeus Ropac Paris

Viagens
| 08/03/17 |

Em Paris conferi a exibição do artista americano James Rosenquist na Galerie Thaddaeus Ropac no Marais e em Pantin.

Na galeria localizada na região de Marais houve um coquetel, e na galeria de Pantin, um grande pavilhão, aconteceu um badalado vernissage com exposição das obras do artista como colagens e pinturas, reunindo 33 trabalhos no total, emprestados por Rosenquist e também de colecionadores particulares. A seleção mostrou os highlights da carreira do artista com obras criadas a partir do início da década de 1970.

Para quem se interessa por arte, James Rosenquist nasceu em 1933 no meio-oeste americano. Iniciou sua carreira pintando cartazes de propaganda antes de ser lançado para a fama nos anos 1960 como o principal artista do movimento da Pop-Art junto com outros contemporâneos como Andy Warhol. Por ter iniciado pintando outdoors comerciais, Rosenquist em suas criações brinca com essa questão da publicidade e da propaganda que explora a cultura do capitalismo moderno, fazendo com que o público se questione sobre o seu significado. Seus trabalhos fazem contraponto sobre diversos temas da atualidade, entre a tecnologia e a ecologia, o universo e a viagem no tempo.

Começo mostrando o concorrido coquetel na Galerie Thaddaeus Ropac em Marais que reuniu obras de vários artistas.

Um dos pontos alto da exposição na galeria no Marais foi a obra ‘Porte-Bouteilles’ que consiste em um suporte para garrafas, do pintor, escultor e poeta francês Marcel Duchamp.

Após o coquetel no Marais, segui rumo à galeria localizada em Pantin, na qual aconteceu a exibição exclusiva do artista James Rosenquist, com direito a gastronomia especial, drinks e balada noite adentro!

O ponto inicial da maioria das pinturas são as colagens feitas de desenhos e imagens, como esta colagem acima que tem uma pintura igual em um quadro que mostro logo mais abaixo. O artista traduz a imagem diretamente para as telas com as mãos, sem o uso de spray ou tecnologia moderna.

A minha obra favorita ‘The Geometry of Fire’ de 2011, é um mix de universo, galáxias, tempo e tecnologia.

Reparem no contraponto entre universo, tecnologia e capitalismo que o artista cria em suas obras.

‘Four New Clear Women’ de 1982 – considerada a obra-prima da exibição, tem 14 metros de comprimento e 5 metros de altura.

Para os convidados, uma espetacular mesa de pães, queijos, frutas, macarons e doces variados.

Em uma área privada da galeria, uma surpresa para os brasileiros, um quadro com inspiração na cultura do Brasil!

Será que este detalhe do quadro significa que nós brasileiros devemos nos unir com o objetivo de fazermos um país melhor para nós e para o mundo? Fica a dúvida…

Para mim, foi um privilégio estar nesses lugares e conferir de perto todas essas obras de arte. Com certeza, momentos que ficarão para sempre na memória.

Abrazos

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