A febre das logomarcas

Clipping
| 10/03/17 |

Toda marca tem a sua própria logomarca, o que simboliza consciente e inconscientemente algo que quer passar para as pessoas e representa sua ideologia e seus princípios. Por exemplo: a grife francesa Chanel tem duas letras ‘C’ invertidas e entrelaçadas como sua icônica logomarca, muito presente em bolsas e acessórios. Já a tradicional e francesa Hermès tem como logo a letra ‘H’, e também uma carruagem puxada por um cavalo com um homem em frente usando trajes típicos do século retrasado.

Uma forma de consumo

Os produtos repletos de logomarcas de grifes famosas tem grande apelo entre os consumidores, principalmente os de países emergentes do BRICS como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, pois é sinônimo de status. Ao usar uma bolsa ou acessório com logomarcas visíveis, mostra-se aos outros que pode financeiramente comprar itens de determinada marca considerada de luxo e que pertence a um seleto grupo de pessoas que podem usufruir desses produtos. É ostentar, mesmo sabendo que existem muitos produtos falsificados dessa mesma marca a qual se está usando e pela qual se pagou um valor mais elevado e, aliás, existem falsificações muito bem feitas, esteticamente muito próximas da original e financeiramente bem mais acessíveis. Mas, em seu íntimo ela (ou ele) sabe que está usando algo original de certa marca e isso basta para si. Mesmo sabendo que muitas(os) andam por aí com a mesma peça (bolsa, óculos, acessório, roupa) igual (quase idêntica), mas falsificada.

Muitos consumidores, principalmente na Europa, mas de outros países também, pois não pode-se generalizar somente uma forma de consumo entre os países do BRICS inclusive; optam por produtos low-profile, discretos, sem a exibição de logomarcas salientes e, um detalhe muito importante, que sejam de alta qualidade nos mínimos detalhes, sendo assim um investimento que irá perdurar e render muitos anos de uso.

Mas, nesta temporada algumas grifes internacionais se renderam às logos, como é o caso da italiana Gucci, que está em total sintonia com o passado e o futuro e pelo que a humanidade anseia neste momento, criando peças que viraram objeto de desejo instantâneo. A marca trouxe de volta suas icônicas logomarcas em bolsas, calçados e roupas, inclusive o detalhe vermelho e verde que remete à bandeira da Itália. O mais recente lançamento foram as camisetas com as logomarcas da grife, que nos remetem à inúmeras falsificações já vistas por aí.

Resumindo, pareça ou não falsificado, as grifes mais “bombadas” do planeta estão investindo em logomarcas bem evidentes em suas coleções.